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betrayed

vivi 6 anos na Selva Amazonica Peruana, este foi o livro que escrevi sobre as aventuras que passei

betrayed

vivi 6 anos na Selva Amazonica Peruana, este foi o livro que escrevi sobre as aventuras que passei

atraiçoada

Infiel, 22.05.09

 

agradeço os que ainda aqui chegam, buscando a continuação desta minha saga

 

a editora quer metade do capital para publicar o livro e este terá 400 paginas que merecem papel de qualidade

é um investimento demasiado grande para mim

 

ainda pensei em pedir a uma entidade para ser patrocionador mas, não tenho tido vontade para o fazer

quando tenho tempo, não me lembro, quando me lembro não tenho tempo ......

 

acho que a vontade que tenho para o ver editado, não deve ser assim tão forte

 

é uma época da minha vida que foi muito pesada, já não doi mas cada dia que passa sinto mais saudades daquela terra, da minha casa, dos meus animais, do nascer do sol a bater na minha cara, daquele calor, daquelas gentes

não tenho saudades dele nem da vida que tinha com ele mas, sim da vida que tinha naquele fim do mundo

 

continuar a editar, aqui o que se passou nem sei se me faz bem ou mal mas, devo-vos a continuação

 

 

 

 

 

um aparte

Infiel, 28.08.08

 

 

peço desculpa a quem aqui volta, buscando novos posts mas, tenho andado demasiado ocupada para dedicar tempo a este cantinho

 

 

além de que estou em "negociações" com uma editora que em pediu para parar com os posts até chegarmos a uma conclusão

 

 

 

agradeço a vossa visita e, brevemente darei noticias

 

 

Muito obrigado

 

um abraço

 

 

 

XVI - O recital

Infiel, 07.08.08

 

 

 

 

 
Já estavam em Junho de 1999, o calor continuava se bem que, oficialmente fosse Inverno, mas como era a estação seca chamavam-lhe Verão. As temperaturas continuavam a subir aos 40ºC.
*
Uma noite, por volta das 4 da manhã, despertou, mas, não era do ar abafado. Estavam a chamar por ela. A voz era do exterior, forte, profunda e aflita. Sem saber muito bem onde estava, escutou. Tentava tomar consciência de quem a chamava.
Não conhecia a voz. Levantou-se. Era escuro. Vislumbrou a luz do estábulo, Ricardo estava trabalhando. Abriu a porta e, mais uma vez escutou o seu nome. A voz vinha do estábulo, só podia ser Ricardo. Teria acontecido algo?.
Mas, ela não a chamava pelo nome, costumava chamá-la senhora ou senhorita. Ainda meio adormecida caminhou até à varanda. Escutou. Mais uma vez a chamavam. Tentava despertar, identificar a voz.
 
 
 
 

assassina!

Infiel, 22.07.08

 

 

Caminhava em direcção ao estábulo, sem planos.
Queria ir atrás dele, mas não tinha dinheiro para o colectivo! O relógio do estábulo marcava 12.00. Deu-lhe mais 15 minutos, ele tinha saído às 9. Dava-lhe tempo para ir à cidade, estar 1 hora com a outra e, voltar! Os minutos passavam, pareciam horas. Nada!
*
Trepou as traves da parede, espreitava, tentando ver a curva da estrada. Nada! Desce e busca outro angulo da estrada. Nada! Mais 30 minutos e nada! 
*
A sua cabeça imaginava tudo e nada, tinha raiva de si mesma, dele, da sua vida, de tudo. Começou a disparar.
 
 
 
 

XV - Inverno de 98 1.h

Infiel, 03.07.08

 

 

 

 

 

 

Nem um mês depois de ter saído, voltou! Sem arrependimento, sem explicações. – “Esta também é a minha casa. Fui eu que trabalhei para pôr isto a funcionar. Não sei por que tenho de sair. Aqui é onde eu gosto de estar, na cidade não consigo dormir, a água não presta, só há mosquitos. Estou farto de fazer o que essa mulher quer, ter a minha vida a mando de uma mulher! Uma mentirosa e trepaceira!!!”
Ficou de boca aberta. Ele ia voltar. Assim? O D. Tito tinha razão? Não havia arrependimento, não havia lágrimas, só orgulho!
*
Mas no dia seguinte foi embora! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*
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