Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.f

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.e

 

 

 

 

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.d

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.c

 

 

 

 

 

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.b

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
XII - Inverno de 97 2.a

  

 

14 de Fevereiro, dia dos namorados. Na véspera teria sido uma data a ser recordada por ambos, faziam anos que tinham começado a viver juntos mas, nenhum dos dois se recordou da ocasião.
*
Nessa manhã ele, acorda bem disposto. Toma duche e escolhe roupa que lhe faz sobressair seus musculos.  Preparava-se para ir á cidade e nada indicava que queria ser acompanhado. Ela impôs a sua presença, hoje não iria sozinho.
 “Porquê? Por ser dia dos namorados? Eu não vou ter com ela!” dizia com um sorriso nos lábios. Como ele sabia o que se comemorava nesse dia mas tinha-se esquecido do da véspera!!!?? Não importa. - "Hoje vamos os dois!”- o seu tom não admitia recusa. Mas ele fez questão de ir ter com o seu amigo vaqueiro, enquanto ela se vestia. Voltou menos feliz mas não ofereceu resistência á companhia da esposa.
*
Na cidade encontraram um amigo, jantaram os três. Por todo o lado haviam balões em forma de coração. Boa conversa, risos e, no restaurante estava uma miúda, acompanhada por 2 americanos.
- “És a esposa dele, não!” – era a confirmação e não uma pergunta.
- “Sim”
- “Eu conheci-o o ano passado quando estava a tirar fotocopias. Ele me contou que sabes falar muito bem Inglês, que és professora e que trabalhavas em turismo. Eu queria saber se vais dar aulas aqui, porque precisava de desenvolver o meu Inglês!” não parecia cínica, nem que estivesse a mentir, confirmava o comportamento normal do marido, falando dela a estranhos com orgulho e confiança, antes de ter encontrado a outra.
*
Foram ao Mandingo, estava repleto. A menina lá estava! Estacionou a 2 metros deles. Ele, aparentemente, nem a olhava, abraçava a esposa, beijando-lhe os cabelos, pedindo calma e, acrescentando que seria só uma bebida. A menina vai buscar um homem e vai dançar mesmo à sua frente, faz festas no cabelo do outro, beija-lhe os peitos e o pescoço e, olha para eles, provocadoramente. Todas as miúdas na discoteca os observavam, com cara de :’quem é esta? Ele é casado?’
*
Ela observa-as, miúdas pintadas, vestidas de negro e vermelho, saias e camisas curtas, mostrando atributos e aparentando uma grande felicidade e diversão. Quando tinha a idade delas talvez também tivesse tido o mesmo ar mas havia uma distância entre elas.
*
A outra continua provocando-os, dançando á sua frente.
 
 
 
 
 


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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
XI - Encontros 1.b

 

 

 

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
XI - Encontros 1.a

 

 

XI
 
 
ENCONTROS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
X - Inverno de 97 1.g

 

 

 

 

 

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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
X - Inverno de 97 1.f

 

 

- A 28 de Janeiro preparou-se.
Ele tinha ido á cidade e continuaria a voltar tarde. Escreveu ao seu amigo de Setúbal, à amiga da Holanda, aos pais e, a ele. Pedia perdão, agradecia a força e a amizade, mas não queria viver mais.
*
Não queria fazê-lo em casa, iria sujá-la demasiado. O melhor era fazê-lo no lago, por detrás da casa, naquele lugar sempre se sentira tranquila. Tinha ainda comprimidos e, já tinha encontrado a posição para não falhar, a carabina era grande e não tinha posição fácil, mas tinha estado a praticar e, encontrou a posição certa!
*
Esperou que o gado fosse recolhido pelo ordenhador, despediu-se dos cães e, fechou-os em casa. Deu uma última vista à casa, estava limpa, arrumada, a comida para os cães estava a arrefecer, havia sopa no frigorifico para ele e, as cartas estavam em cima da cómoda. O cavalo estava preparado, montou-o e...
*
- “Diana! Diana!” – gritos, pessoas a chamarem por si? O Sol já se tinha posto, ninguém visita ninguém àquela hora. Estava com alucinações auditivas, picou o cavalo.
*
- “Olá Diana, vimos visitar-te, apresento-te a minha filha que estava em Lima.” – a Susy, uma vizinha já estava junto ao portão da casa.
Nem acreditava que tivesse escolhido aquela hora para a visitar, nunca tal havia acontecido, nem o gerador estava ligado, não havia maneira de ela saber que estava em casa. Toda a gente tinha medo dos cães e, nem se atreviam a entrar sem serem acompanhados pelo empregado que, vivia junto ao portão. Tinha planeado tudo com tanto pormenor e... tem visitas!
*
Fez chá, escutou a conversa de palha, os planos para a filha dela, etc. Ficaram até às 10 da noite!!!
Quando finalmente ficou sozinha sentiu raiva de tudo. Que raio ia fazer? Chorou, mandou-o para o inferno e, foi para a cama, os comprimidos já faziam o seu efeito!
*
*
Ele chegou de madrugada, com febre e diarreia. Mas nem se queixava, nem falava.
A vontade de se suicidar voltou. A espingarda ainda estava lá fora.
*
Saiu, o Sol já tinha nascido e foi a pé.
Os cães seguiram-na. Não, eles tinham de ficar em casa! Voltou e, fechou os cães, ele dormia. Tanto melhor!
*
Voltou a sair, pegou na espingarda e começou a caminhar. Ainda nem tinha chegado ao portão da casa quando escuta o seu nome. “Outra vez não!”
*
- “Diana, Diana, onde estás? Ajuda-me!” – gritava da cama
Hesitou mas acabou por ir ver o que se passava. Deixou a espingarda na varanda e entrou.
*
- “Ajuda-me por favor, estou doente”
Estava com 38ºC e diarreia com dores. A temperatura subia 1 grau por hora, até aos 42ºC. Estava à espera, com o coração apertado, quando ele começasse a chamar pela outra, no seu delírio. Mas não, o delírio era:
*
- “Não me abandones! Que fiz eu? Como me meti nesta situação? Como me livro disto? Por favor Diana, não me abandones! E, apertava-lhe a mão e repetia as mesmas frases.
*
Até às 5 da manhã do dia seguinte tinha durado o delírio, todo o dia e noite lhe pôs pensos de água fria na testa. Até que despertou fresco:
*
- “Amor, promete-me uma coisa”
- “O quê?”
- “Se eu morrer vai buscar essa mulher, eu preciso dela!”
- “Porque me maltratas? Ontem, a delirar chamavas por mim e hoje, dizes isso? O que queres de mim?”
- “És a minha mulher e eu de ti quero tudo!”
*
Reparou que a carabina não estava no lugar. Contou-lhe mas, não houve reacção, a não ser a típica frase: “És parva! Eu detesto gente suicida!
*
*


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X - Inverno de 97 1.e

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
X - Inverno de 97 1.d

 

 

 
 
 
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
X - Inverno de 97 1.c

 

 

Ela acredita e decide ocupar-se com os animais no estabulo mas sente-o em perigo e volta para casa. Deita-se na cama, disposta a relaxar-se.
'Viu-o a conversar com a outra num restaurante ou algo parecido, estavam sentados a uma mesa, juntos um ao outro e, a outra não se convencia com o que estava a escutar. Ele queria acabar com os encontros, a sua esposa estava de volta! A outra não queria aceitar mas não discutia, sorria tristemente.'
*
As horas passam e ele não chegava. Sentia-o na estrada e, de repente, outra vez na cidade. Ele queria ir para casa mas, não conseguia. Estava com problemas de mecânica, qualquer coisa com o carro.
 Estava calor, ela mete-se na banheira para que a água a faça despertar das visões mas, cada minuto que passava o sentia mais em perigo e, começou a rezar, a rezar alto a pedir a todas as forças da natureza que o trouxessem para casa.
Ia para as janelas, o vento soprava, rezava com força, com desespero. Devia parecer uma bruxa, daquelas que se vê nos filmes. Mas ela, sentia-se essa bruxa a rezar alto pelo marido que estava em perigo, não se conseguia controlar. Pedia ao vento que o trouxesse, pedia ás forças da luz para o protegerem, sentia-se parte do vento, sentia-se fora da realidade e só parou quando os farois iluminaram o portão principal.
 
Quando ele voltou, disse-lhe que tinha estado a conversar com ela num restaurante na cidade, que lhe tinha dito que o melhor seria não se encontrarem mais, não aceitou bem mas, podiam continuar como amigos. Ao se pôr à estrada teve um furo. Voltou à cidade para o arranjar. Comeu e voltou à estrada e, teve outro furo. Tornou a voltar à cidade e, tornou a ter outro furo, mas só queria voltar para casa. Tinham de ter cuidado porque não tinham pneu para trocar.
 
- Mas uma semana depois tornou a sair sózinho. Tinha-a encontrado, por acaso, ela tinha saudades dele e queria que lhe fizesse umas visitas, de vez em quando. Não a podia abandonar assim, necessitava de tempo!
Cada vez regressava mais tarde. Tinha desculpas para o atraso, vinha ébrio. No carro haviam cabelos longos.
- “Estiveste outra vez com aquela mulher!”
- “Mentira, nem a vi!”
- “Há cabelos no banco do carro que não são meus.”
- “Foi só um bocadinho, encontrei-a por acaso.”
 
Começou por o receber com uma vela na varanda, com abraços e beijos carinhosos. Fazia jantar a contar com ele, arrumava a casa e tinha começado a decorá-la com o que tinha trazido de Portugal. Ele dizia-lhe para ir contar as galinhas, para montar cavalo, para confirmar o trabalho dos homens que limpavam o Fundo. Ele viria rápido. Saía lhe dando um beijo rápido, voltava sem a olhar.
*
- Uma das noites que ele tinha ido à cidade, não tinha dormido toda a noite, antes do sol despontar, levantou-se e começou a regar as flores, estava cansada de esperar e, sem aviso vê-o: ‘está na Granja, sentado a uma mesa repleta de jovens, um grupo grande. Estava triste e, não queria voltar para casa. Queria sair dali, fugir. A seu lado estava uma jovem de cabelos negros lisos e com uma t-shirt branca, de vez em quando punha-lhe a mão no ombro e, tentava animá-lo’
 
 Ele voltou com as primeiras luzes do sol, encontrando-a ainda no jardim, contou-lhe o que tinha visto –“Tão cedo e já te vieram contar?! Como tu sabes que eu queria ir embora?! Mas, não te preocupes, amor, jamais te abandonarei!”
 
Quem era ela? Que se passava? Sabe que utiliza sómente uma parte do cérebro e, telepatia não é ficção, desde sempre que o fazia com o marido. Mas, visões, alucinações, vozes? Tinha medo de estar louca. Queria ser uma pessoa normal e, pensar que tinha sido atraiçoada de uma maneira ignóbil, como todas as traições, mas, devia fazer a sua vida, esquecer aquele homem. Deixá-lo ser o que ele queria ser. Haviam muitos casais que se separam, nada era impossível. Ela tinha de cuidar da sua vida e, da sua cabeça. Precisava de ajuda profissional, já que o marido não a cuidava. O único que ela queria era amor, carinho e respeito, mas tudo o que lhe dava era desprezo, ódio e violência.
Ela não queria se tornar num farrapo humano por causa de um homem cruel.
*
Então iam à cidade juntos. Mas ele não gostava da sua companhia. Dava voltas e mais voltas à cidade, olhava para todos os lados. Diana começou com dôres de cabeça horriveis, dores no estomago, sentia-se fraca, só chorava. Deixou de comer. Deixou de se interessar pelo jardim, pelos animais, pela produção, não tinha força nem vontade para nada. Deixava-se embalar pelo calor e suava na cama entre delirios e realidade.
 
Uma tarde ele levantou-a da cama, meteu-a na banheira, deu-lhe banho e disse-lhe para se vestir bem. Levou-a a um restaurante chinês. Na rua passaram 2 miudas, que voltaram a passar de mota e, todo o jantar a mota circulava rua acima, rua abaixo.
- “Conheces?”
- “Quem? Não, não ligues.”
 
Levou-a ao Mandingo. Passado pouco tempo entravam 2 casais, sentaram-se de frente para eles. Uma delas dançava de frente a eles e, ele não tirava os olhos, vidrados, dela.
 
- “É aquela a tua namorada?” – sublinhou a palavra para estudar a reacção.
- “Não, nem a conheço muito bem.”
Beijou-a com uma ternura nunca antes sentida, mas aquele beijo não era para ela!
- “Eu não estou bem e, só queria saber se a tratavas como tua namorada!”
- “Vou à casa de banho!”
 
A miuda aproveita para a provocar: segura a garrafa de cerveja e passa-a pelos lábios, acaricia-a, como se fosse um penis e... ri-se.
Seria ela? Mas, não a consegue identificar com a menina virgem que o marido falara. Não podia ser ela. Esta tinha ar de mulher da rua, tinha tornozelos feios, delgados, cabelo escorrido e sem interesse , cara feia até, sem maquilhagem. Nada de especial e, tinha um comportamento obsceno. O vestido era curto e largo, poderia ser de uma gravida, e estava acompanhada por alguém que a tocava. Mas, a cara do marido a olhar para ela, não mentia, aquele beijo tão pouco!
No caminho acaba por confessar que era ‘ela’.
- “Devias estar muito bêbado para não veres o tipo de mulher que ela é!”
*
Em casa rompe em soluços e, pensa que a outra estava gravida. Por isso tinha tanta segurança nele. Explicaria o carinho que ele mostrara. O marido explica-lhe que não pode estar gravida porque sempre evitava e, mesmo que estivesse não haveria problema! Não sabia porque ela havia de estar tão preocupada com o assunto!
- “Tu trocas-me por uma mulher com metade da minha idade, que eu não posso competir e, dizes-me que ela pode ter um filho teu e, não vês problema nos meus sentimentos?! Eu perdi tudo. Sinto-me morta e tu só me mentes.”
- “Não perdes-te nada. Eu estou aqui, esta é a tua casa. Tens os cães. Não perdeste nada.”
- “Há coisas mais importantes. Eu não tenho vontade de viver. Não sinto alegria por nada, tu estás aqui mas só pensas nela!”
*
Uma noite de trovoada levantou-se da cama. Está nua, senta-se de pernas cruzadas sobre a mesa junto á janela, para apreciar os relâmpagos, naquele céu negro eram cativantes as trovoadas altas, tem o punhal na mão. Sentia-se hipnotizada, a ponta do punhal fere-lhe a barriga mas ela não quer parar, continua a espetar a ponta do punhal contra a sua carne, nada sente. De repente, ele está a seu lado, tira-lhe o punhal, leva-a para a cama e, abraça-a com tanta força que quase a sufoca. Durante muitas noites foi assim, por mais que transpirasse não a largava durante a noite.
*
*


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